Shakespeare escreveu o que ninguém ousava dizer —
que o amor e o ódio dormem na mesma cama,
que o riso nasce da dor,
e que a vida é, no fundo, uma peça em ensaio permanente.

Com suas palavras, o palco virou espelho.

Nas mãos de Shakespeare,
a palavra virou carne,
o palco virou mundo,
e o homem, poesia encarnada.

Ele nos mostrou que cada ser humano
carrega um pouco de Hamlet — dúvida e vertigem;
um traço de Macbeth — ambição e culpa;
um sopro de Julieta — amor e coragem.

“Ser ou não ser?” — ele perguntou,
e a pergunta segue viva em todos nós.
Ser é arriscar, amar, perder, recomeçar.
É fazer da vida uma arte,
e do instante, eternidade.

Shakespeare não escreveu apenas peças —
ele traduziu a alma humana.
E enquanto houver quem sinta,
quem sonhe e quem busque sentido,
ele continuará vivo —
entre a sombra e a luz do palco do mundo.

Em Sonetos  expressou : “O tempo é muito lento para os que esperam, muito rápido para os que temem, muito longo para os que sofrem, e muito curto para os que se alegram. Sobretudo, para os que amam, o tempo é eternidade.”

@elianeschuchmann

Por Eliane Schuchmann – Colunista

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