Nesta semana aconteceu o Fórum Econômico Mundial, em Davos. Embora os acordos firmados ali não sejam obrigatórios nem tenham força legal, eles cumprem um papel decisivo: direcionam narrativas, influenciam decisões e apontam o rumo do debate global.
Para líderes, empresários e empreendedores, o maior aprendizado não está nos tratados, mas na postura das lideranças globais.
A primeira lição é a importância da narrativa. Em Davos, quem lidera é quem define o significado do que está em jogo. Nos negócios, posicionamento não é apenas comunicação, é clareza de causa. Líderes que sabem quem são, no que acreditam e o que entregam tomam decisões mais consistentes e atraem oportunidades com mais facilidade.
A segunda lição é a visão sistêmica. Nenhum líder global pensa apenas no próprio território. Economia, tecnologia, cultura e sociedade estão conectadas. O mesmo vale para os negócios. Soluções relevantes são aquelas que entendem o todo e constroem parcerias estratégicas.
Por fim, Davos reforça que reputação é um ativo estratégico. Confiança, coerência e consistência sustentam marcas, reduzem custos de crescimento e fortalecem resultados no longo prazo.
Liderar não é buscar aplauso imediato. É ter coragem para decisões difíceis, clareza de propósito e estratégia alinhada à ação.
No fim, a lição é clara: quem lidera narrativas, lidera mercados.
Por Juliana Cirilo – Colunista Seven Nine




