Quem somos nós?
Quem somos nós a ponto de objetarmos sobre as atitudes dos outros?
Quem nos concedeu o direito de contestar comportamentos que, para quem vive, fazem absoluto sentido?
É curioso como, muitas vezes, observamos de fora aquilo que o outro construiu por dentro. Com força, dedicação e empenho. Julgamos escolhas sem conhecer as batalhas que cada um enfrentou e ainda enfrenta pelos tijolinhos amarelos. Questionamos decisões sem compreender as renúncias. Apontamos caminhos como se a estrada alheia estivesse sob nossos pés, quando, na verdade, sequer sentimos o peso do calçado que ela carrega.
Quem somos para desqualificar a atuação de alguém que está no auge da sua satisfação? Para diminuir uma força que pulsa com tanta intensidade que ultrapassa qualquer olhar externo?
Quando alguém vive com verdade, sua força em se tornar maior do que qualquer crítica. E, ainda assim, insistimos em opinar aleatoriamente.
Ah… pobre espírito o daquele que gasta energia medindo a vida do outro.
Pobre daquele que, em vez de cultivar os próprios girassóis, prefere a colheita alheia.
Mas voltemos à reclamação.
Você é daquelas pessoas que acorda e já encontra um motivo para reclamar? Se está chovendo, reclama. Se faz sol demais, também. Se o frio aperta, suspira em protesto. Parece que o clima, esse fenômeno tão maior que nós tornou-se responsável direto pelo humor do dia.
Ou você simplesmente pega o guarda-chuva e segue o caminho dos tijolinhos amarelos?
Melhor assim, não é?
Porque, no fim das contas, com chuva, calor ou frio, vamos precisar atravessar a estrada dos tijolinhos amarela. A vida não pausa por causa do tempo. O mundo não se ajusta ao nosso desconforto. A estrada continua ali firme, silenciosa, esperando que a atravessemos.
Talvez o ponto não seja o clima. Nem o comportamento do outro.
Talvez o ponto sejamos nós.
Nossa necessidade de controlar o incontrolável.
Nossa urgência em julgar o que não vivemos.
Nossa dificuldade em aceitar que cada pessoa caminha com seus próprios passos e no seu próprio ritmo.
A maturidade começa quando entendemos que não somos régua para medir ninguém. Que a felicidade do outro não precisa passar pela nossa aprovação. Que a força de alguém não diminui porque não a compreendemos.
E quanto ao clima?
Ele continuará mudando. Assim como as pessoas. Assim como nós.
A escolha diária é simples, embora nem sempre fácil:
Reclamar do céu… ou atravessar a estrada.
E você, hoje, vai carregar o peso da crítica ou a leveza do próprio caminho?
Eu Sou Fernanda Rosito, Jornalista e Escritora, lider do movimento #MulheresQueEscolhemBrilhar
Conheça melhor sobre mim e sobre minhas obras no meu Instagram @fernandarositoo e no site www.fernandarosito.com.br
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Bjs de LUZ,
Por Fernanda Rosito – Colunista Seven Nine





